O papel da Mulher no Antigo Egito

  Oioi espero que esteja bem! Fiz esse post no meu falecido insta de dia das mulheres. Fiz uma pesquisa bem bacana, infelizmente não conseguirei muitas referências pra você (não salvei, falha minha), mas no google scholar com certeza acha as informações.

Let's que bora!




A sociedade egípcia era patriarcal e hierárquica, mas as mulheres podiam viver suas vidas e fazerem suas próprias escolhas em muitas áreas. Elas eram altamente respeitadas.


Os Poderosos Símbolos Femininos
O símbolo do Tyet ou Nó de Isis, ou Sangue de Ísis, no Antigo Ima (c. 2600-2000 a.C.), é considerado a contraparte femina do Ankh do Período Dinástico (c. 3150-2600 a.C.).
-Muitas vezes usado como um símbolo funerário e feito de pedra vermelha ou vidro, especula-se se o Tyet representava o fluxo sanguíneo menstrual de útero de Aset e suas propriedades mágicas.
-O Tyet também está relacionado à ideia de vida eterna.
-Tanto o Ankh quanto o Tyat aparecem em sarcófagos e túmulos tanto de homens quanto de mulheres, o que é muito significativo.
Muitas das principais divindades do Panteão egípcio eram do sexo feminino, e seus poderes e importância estavam em equivalência aos dos deuses. Entre as divindades femininas 
(Netjeret) mais cultuadas do Egito Antigo estavam:

  • Aset: irmã e esposa de Osíris, é a Senhora da Magia, que descobre o nome verdadeiro de Rá e os segredos do universo. Foi sincretizada com vários nomes, em particular com HetHert e assumiu características de ''deusa-mãe''. Os romanos a nomearam de ''Deusa dos Dez Mil Nomes''.
  • Hathor: a deusa do amor, beleza, alegria, da dança, das festividades e da fecundidadeRepresenta o princípio feminino, refletido em vários de seus símbolos (vaca, espelho, chocalho e sistro). É padroeira das mulheres, as profissões atribuídas ao seu sacerdócio incluem dançarinas, cantoras, atrizes e acrobatas.
  • Bastet: a deusa protetora do lar e dos segredos das mulheres; Senhora devoradora, sua primeira aparição é como protetora especificamente da casa real e das Duas Terras. 
  • Ma'at: a deusa da ordem, equilíbrio mundial, verdade e justiça; Seu conceito e o seu nome são associados à verdade, à justiça, à ordem e àquilo que é certo, Padroeira dos juízes, magistrados e oficiais da corte. O símbolo da pena é pesada contra o coração do falecido no Salão do Julgamento, conhecido também como Salão de Ma'at.
  • Nut: mãe dos deuses Osiris, Hórus, Seth, Ísis e Néftis; É tanto o conceito quanto a Netjerert dos céus estrelados, é o céu personificado, especialmente o céu estrelado noturno. Consorte e irmã gêmea de Geb. Seu corpo era pintado no interior de caixões e sarcófagos com os braços estendidos para que ela possa ''abraçar o falecido''.
  • Seshat: A escriba, padroeira das bibliotecas e de todas as formas de escrita e notação, incluindo contabilidade. censo e outros registros. ;
  • Sekhmet, a deusa guerreira da vingança, guerra e cura; É uma dos olhos de Rá, é uma forma ''agressiva'' do nome de Hethert. Também é curandeira e pode destruir tudo por completo, inclusive é invocada contra os ''demônios'' invisíveis da peste e da doença.
  • Qebhet: neta de NebtHet e de Osiris, é a personificação da água fresca, pois traz bebida às almas dos mortos no Salão da Verdade.
  • Neftis(NebtHet):Senhora da Casa, amiga dos mortos. Navega no barco noturno do submundo. Relacionada a rituais funerários e é venerada como a companheira que guia os recém falecidos.
Posições Sociais
Com a tradução dos papiros demóticos e gregos, foi revelado que as mulheres participavam da administração de bens familiares, compra e venda de propriedades, supervisão de gado, envolvimento em atividades comerciais, contratos de divórcio, heranças e disputas legais.
No Antigo Egito, as mulheres desfrutavam de direitos e status que eram surpreendentemente avançados para a época. Elas podiam possuir propriedades, receber remuneração e até mesmo assumir papéis de liderança, como o de faraós.
As médicas egípcias eram mais comuns. Peseshet, que viveu durante a 4ª Dinastia (c. 2500 a.C.), foi a primeira médica conhecida na história. Ela recebeu vários títulos, incluindo "chefe dos médicos", e pode ter sido associada à escola do templo em Saís e até mesmo servida como médica pessoal do faraó.


Os Direitos da Mulher
No Antigo Egito, os direitos das mulheres eram notáveis em comparação com outras sociedades da época. Elas podiam possuir bens, terras, participar de transações comerciais, herdar  e fazer testamentos. Após o casamento, mantinham controle sobre seus próprios bens e tinham direitos garantidos em casos de separação perante os códigos de leis, podendo comparecer aos tribunais como acusadoras, defensoras ou testemunhas.


Mulheres no Poder
Embora houvesse limitações políticas, algumas mulheres alcançaram cargos de poder no governo egípcio, embora a reclusão fosse sugerida em representações artísticas. As mulheres egípcias, exceto algumas relacionadas ao sacerdócio, tinham pouco poder político, sendo frequentemente representadas como "senhoras da casa", embora algumas rainhas tenham assumido o governo em períodos de transição.


Rainhas Poderosas
No caso de uma crise política, eles escolhiam uma mulher para preencher o vazio. Enquanto em outras sociedades, uma criança sucessora era comumente destronada por um adulto ambicioso pelo poder, os soberanos no Egito, venerados como deuses encarnados, eram protegidos e defendidos por mães, tias ou irmã. O trono egípcio pertencia a quem possuísse sangue real - esse era o único critério de acesso ao poder soberano.

A legitimidade divina era transmitida pela esposa real e, no caso de não haver um herdeiro homem, a mulher com sangue real assumia a função suprema, a de faraó.
Matrimônios
Na estrutura familiar monogâmica, as mulheres desempenhavam papéis importantes e tinham direitos favorecidos em acordos pré-nupciais em casos de divórcio.
A virgindade não era requisito essencial para elas, e suas atividades pré-matrimoniais não eram cruciais.
Os casamentos eram eventos importantes, com meninas se casando por volta dos 12 anos e meninos entre 15 e 19. Surpreendentemente, o divórcio era permitido o relativamente simples de obter, especialmente em casos do abuso, adultério ou infertilidade.
Durante o período do Novo Reino, as mães exerciam poder significativo, especialmente nas negociações matrimoniais. Os rituais de casamento incluíam peregrinações a locais religiosos, buscando bênçãos para uma união duradoura.


Conquistas
As conquistas das mulheres egípcias na antiguidade anteciparam muitas das lutas e conquistas pelas quais as mulheres lutam na era contemporânea. Seu legado de igualdade e empoderamento ecoa até os dias de hoje. Na sociedade egípcia, homem e mulher não eram categorias opostas, mas complementares.


É isto por hoje.
Até breve.
Maya

Referências:

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