sexta-feira, 20 de março de 2026

Quando a espiritualidade vira cobrança

 Oioi, espero que esteja bem! Novamente na procura do que escrever, vi esse tema e achei interessante, vamos ver no que desenrola?

Let's que bora!

A espiritualidade é para ser calma, leve e harmoniosa, mas nem sempre é assim. Ela surge como um refúgio, um espaço de acolhimento, algo que aproxima de si mesma, mas com o tempo isso pode mudar, aos poucos, de forma imperceptível. O que antes era conforto... começa a virar pressão e você fica sem saber o que fazer com o caos que virou.
 Mas como chega nesse caos? Pois bem, você começa a se lamentar demais por querer ser boa demais em algum assunto relacionado a espiritualidade, quando pensa ''eu tenho que fazer isso se não...'', '' eu não posso sentir aquilo se não...'', ''eu deveria estar melhor, afinal pratico magia toda semana'', ''eu preciso estar vibrando numa frequência mais alta o tempo todo'', ''qualquer coisa pode baixar minha energia'', e entre outros pensamentos. 

Sem você perceber, esses pensamentos já tomaram conta de você e te impede ou de praticar magia por se cobrar demais, ou de não ter resultados também pela cobrança e não conseguir ter uma boa performance. Passa de ser sobre se conhecer e passa a ser sobre tentar acertar o tempo todo.

Você fica preso em tantos pensamentos autossabotadores que acaba esquecendo que a espiritualidade é pra ser gostosa, calorosa, harmoniosa e trazer aprendizados. Quando a sua prática para de ser pelo menos um desses que citei, pode rever o que está fazendo de errado, está trazendo desequilíbrio.
A cobrança não vem de forma clara e óbvia, ela se mistura com o questionamento de evolução.. Você começa a se questionar sobre pequenas características da sua prática que antes você tirava de letra, começa a se cobrar pra fazer um feitiço com perfeição, sem se lembrar que está tudo bem não ser perfeito, se cobra por resultados cada vez melhores, mas numa cobrança não saudável. Isso pode acontecer por vários motivos, mas aqui vão alguns exemplos:
  • Se comparar com os outros - a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa, né!?
  • Idealizar uma espiritualidade perfeita, sem erros
  • Querer ter controle de tudo na vontade de fazer tudo ''certo'' para garantir resultados cada vez melhores e perfeitos.
  • Medo de errar ou fazer algo de ''errado''. Você evita testar, evita sentir, evita se permitir porque qualquer errinho parece ter um peso maior do que deveria.
  • Transformar a prática em obrigação, o que era natural antes agora vira uma lista de coisas que precisam ser feitas com urgência e sem falta.
  • Esquecer o próprio ritmo, acelerando o processo como se evolução tivesse prazo (pelo amor hein)












É isto por hoje.

Até breve.

Maya


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