sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Anúbis - O embalsamador

Oioi, espero que esteja bem! Vamos entender o papel de Anúbis no embalsamento.  Para saber mais informações sobre essa divindade, sua história e oferendas recomendo fortemente este blog da minha amiga kemetica Lily.

Let's que bora.



Anubis desenvolve um papel crucial na vida após a morte e para que possamos viver no além. Ele é responsável pela preservação do corpo morto e sua função é de embalsamador divino. Os sacerdotes que supervisionavam a mumificação dos mortos utilizavam máscaras de Anúbis para representar a divindade. Isso se estendia até o funeral dos mortos, em que o deus, de forma de um sacerdote disfarçado, apresentava a múmia para cerimônias essenciais.

Ele também tem papéis específicos na mumificação e no sepultamento como deveres gerais para proteger os mortos. Imagens protetores de Anúbis são encontradas em caixões e na forma de amuletos usados pelos mortos, indicando o seu poder em nome dos falecidos. Essas imagens representam as esperanças que os antigos egícpios tinham nele como protetor após a morte.

Esta divindade é representante dos mortos e da mumificação, porém, gradualmente perdeu esses atributos para Wesir (Osíris). Ainda assim, permanece como protetor dos túmulos e cemitérios e guia dos mortos na vida após a morte, participando também do julgamento do Tribunal de Wesir, responsável não apenas por garantir que a balança esteja devidamente equilibrada, mas também do cuidado com o coração do falecido. Faz parte de seu trabalho como psicopompo e também como ''parteira divina'' garantir que o coração do falecido permaneça seguro.  Durante o reino médio ele foi substituído por Wesir no papel de ''senhor do Duat'', então passou a ser como "psicopompo" ou um Deus que leva as almas para a vida após a morte através do submundo de seu poderoso pai Wesir.

Originalmente, ele era a única divindade autorizada a ser representada na entrada das mastabas ele era o responsável por prover os mortos, garantir bom enterro e responsável pela vida após a morte. A partir da quarta dinastia, estava associado a fornecer bens para os falecidos e garantir que tivesse quantidades suficientes de oferendas. Ele ajudava os falecidos a chegar ao oeste e atendia aos seus desejos de um bom enterro.

Anúbis é o deus do processo e patrono de embalsamamento. Sabe-se que ele era considerado o patrono da arte na primeira dinastia, devido ao fato de os embalsamadores serem identificados pelo nome de wty Inpw' - ''Embalsamador de Anúbis''.  Há um mito que diz que ele inventou a mumificação para proteger o cadáver de Anúbis.

Há etapas preliminares que somete Anúbis sabe realizar.

No Duat, ele recebe o falecido no Salão das Duas Verdades, coloca o coração na Balança da Justiça de Ma'at enquanto Djehuty (Thoth) registra o Julgamento.  O coração representa para os egícpios o assento do pensamento e da consciência. Ele alimenta as almas para Ammit, ou ele abandona os culpados para Ammit e conduz os inocentes aos céus. Anúbis também tem um exército de mensageiros que puniam aqueles que vandalizavam túmulos.  Ele tinha ajudantes que puniam aqueles que ofendiam os deuses.

Anúbis simboliza a câmara mortuária, o submundo e a próxima vida, na qual o falecido esperava permanecer seguro e ser deificado para poder viver entre os deuses no além.

Originalmente, ele era o mestre supremo do submundo, porém, com o culto de Wesir e Aset crescendo, Wesir tomou a liderança do submundo passando a ser o mestre de todos os mortos.

Sendo associado à mumificação, um dos epítetos no qual ele foi chamado era "aquele que preside a cabine do Deus" - no qual "cabine" poderia ser o local onde o embalsamento era realizado quanto a câmara funerária do faraó.

Além do embalsamamento, ele desempenha um papel crucial na uep-ra -cerimônia de abertura da boca, no qual um oficial que representava Anúbis tocava a boca de uma estátua do falecido com o instrumento pesechkef para tornar adequado para o Ka (parte da alma ou alma) ou uma parte do espírito do falecido. Este ritual tinha como objetivo estabelecer ao morto o poder de respirar, comer e falar.

Ele era ligado à face e à cabeça do morto, a estátua do Ka quando era habilitada fornecia um ponto crucial para a interação com os vivos, que em geral, atuava como um subtituto e idealizado para o falecido, era associado à ressurreição. 

Máscaras de Anúbis eram utilizadas em certos momentos durante o processo de embalsamamento e nos ritos funerários, porém era utilizada apenas como funcção de manter a integridade da persona do falecido, outro aspecto simbolizado pela preocupação em manter a cabeça unida ao corpo.

Na literatura da vida após a morte, o Livro dos Mortos, Anúbis aparece de no feitiço 151, ''Feitiço para uma Cabeça Secreta'' em que ele faz um discurso divinizando cada parte da cabeça do falecido.


É isto por hoje.

Até breve.

Maya

Referências 

Cães da Morte | Anúbis

The Beauty of Ancient Civilizations | Anubis & goddess from Ancient Egypt Isis | Facebook

Aspectos e Papéis - Per-Sabu : House of Jackals

Ascendência e Origens - Per-Sabu : Casa dos Chacais

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