sábado, 22 de agosto de 2026

Os Quatro Elementos e sua Importância na Magia Natural

 Oioi, espero que estejam bem! Ainda estou em hiatus da espiritualidade mas estou escrevendo porque senti saudades hihihihi. Quis trazer esse assunto por ser mega importante para quem está começando na magia ou bruxaria natural. Os Elementos e os Elementais (que você saberá a diferença logo mais) são de suma importância no nosso caminho mágico, e aqui digo a bruxaria natural, que é o foco deste blog. Vai ser longo, então pega seu café, chá ou capuccino e 

Let's que bora!

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A magia natural trabalha em harmonia com os ciclos e forças da natureza, todos nós sabemos disso, e os quatro elementos são a linguagem universal desse trabalho. Cada ritual, cada feitiço, cada intenção pode ser fortalecida quando entendemos qual energia elemental ela pede: Estabilidade regido pela Terra, Clareza Mental com o Ar, Fluidez emocional com a Água ou Impulso e Coragem com o Fogo? Percebe como cada elemento conversa com as nossas emoções? Temos os quatro elementos dentro de nós: 
→A Terra se manifesta em nossos ossos, músculos, pele e no tato;
→ A Água que representa as emoções, as relações, a intuição e a cura, vive dentro de nós através do nosso sangue, lágrimas, linfa e fluídos corporais.
→ O Ar, elemento da mente, da comunicação, da criatividade e da expansão da consciência, rege o sangue e o ar que respiramos.
→ O Fogo, sendo o espírito da Mãe Terra, presente no Sol, nos relâmpagos e vulcões, se manifesta dentro de nós através do calor corporal, dos impulsos nervosos e da energia vital que nos mantém vivos.

Equilibrar os quatro elementos dentro de um ritual ou de si mesmo é um dos fundamentos mais importantes e antigos da prática mágica.
Mas... o que é magia elemental? É o contato direto da energia dos elementos (terra, água, fogo e ar) e com os elementais da natureza. Cada elemento está ligado a grupos de elementais, é a energia física conectada à etérea: elemento com elemental. Tá mas quem são esses tais elementais da natureza? Eles são, brevemente: 
Terra: gnomos, duendes e leprechaun;
Ar: fadas e silfos ou sílfides;
Fogo: salamandras e vulcanos.
Água: sereias e ondinas.

É a natureza conectada diretamente ao plano espiritual nos enviando boas energias e vibrações ainda melhores. A história dos elementais é muito antiga, pra você ter uma ideia, desde a Grécia as pessoas diziam que os faunos sátiros protegiam a energia dos bosques e florestas, esse povo chamava os elementais de daemon (demônios, que são diferentes dos daemons da goetia ou demônios cristãos). Há alguns estudiosos que afirmam que os espíritos da natureza também estão ligados ao brahmanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do hinduísmo. Na cultura egípcia antiga, os quatro elementos representavam aspectos fundamentais do universo e eram parte integrante de sua compreensão do mundo. Cada elemento desempenhou um papel crucial na mitologia, na agricultura e na ordem divina. O Nilo não era apenas um rio, era a essência da vida dos egípcios. Brevemente, no Egito, não existia (até onde sei) espíritos da natureza como os que apresentei a você, eles estavam em formas de divindades:
O elemento Terra, que simboliza a estabilidade e a fertilidade, está associado ao deus Geb; o elemento Ar está associado ao deus Shu, deus do vento seco; o Fogo com a deusa Sekhmet e o deus Ra, a deusa leoa e a Água com Nun, a água primordial e Hapy, o deus do Nilo.

Muitas culturas antigas acreditavam que os elementos básicos responsáveis pela composição de tudo eram ''simplesmente'' a Terra, Água, o Fogo o Ar e o Espírito. Essa composição não era universal, um exemplo são os chineses que, para alguns deles eram: Fogo, Terra, Metal, Água e Madeira. Atualmente, alguns praticantes adotam a primeira sequência.

Vou falar historicamente sobre os elementais pois é interessante saber sobre e para isso, estou me baseando no livro Magia Elemental do Victor Valentim. Vamos lá.
A teoria dos quatro elementos surgiu por volta do século V a.C, através do filósofo grego Empédocles e para ele, a origem do universo só poderia ser explicada pela união de vários elementos. Em 350 a.c, Aristóteles reafirmou essa teoria, acrescentando um quinto elemento: o Éter, a essência espiritual. Lembrando que, para os gregos, tudo era sagrado. Paracelso também é um importante autor para a história dos elementais, pois afirmava que assim como o plano físico é habitado por um sem-fim de criaturas vivas, no plano astral, a contraparte espiritual da natureza física, também é habitado por seres peculiares chamados elementais ou espíritos da natureza (página 28).

Paracelso é o precursor dos estudos da magia elemental e trouxe um embasamento dos elementais da natureza em seu livro '' Liber de nymhis, sylphis, gnomes et salamandris et de caeteris spiritibus'' (O livro das Ninfas, Sílfides, Gnomos e Salamandras). Esse autor acreditava que cada um dos quatro elementos era constituído por dois princípios: o sutil, vaporoso, que forma o elemental e o de substância corporal, o mundo físico, que forma o elemento. Sendo assim, cada elemento tem sua representatividade no plano físico e no plano astral. Paracelso separou elemento de elemental, da seguinte maneira: Elementos regem a natureza física e os Elementais estão associados à natureza etérica, e cada um dos elementos físicos possui um corpo etérico, uma matéria física. (página 29).
Para Paracelso, os elementais não são considerados espíritos, pois, ao contrário dos espíritos, eles possuem carne, sangue e ossos, e também vivem e se reproduzem, interagem, dormem e acordam. Uma visão bastante interessante, não acha? Dito isso, os elementais possuem em sua composição uma mistura de espírito e matéria, dando origem a um ser que não é nem um nem outro, são compostos da matéria espiritual, ou o Éter. Ele chamava de compósita, referindo à sua composição explicada anteriormente. Para ele, os elementais possuem apenas um princípio ou corpo: o etérico, feito de éter, no qual eles habitam. (páginas 30 e 31).
Por último, juro que é a última parte histórica, Paracelso descobriu em seus estudos que a média de vida dos elementais fica entre 300 e 1.000 anos. Ele afirmava que isso se deve às condições ambientais semelhantes às experimentadas no mundo físico, e por isso, eles estão sujeitos a adoecer. (página 31)

Agora que já conhecemos a parte histórica (amo trazer contexto histórico, já perceberam? fica mais fácil de entender o porquê das coisas), vamos para outro assunto, mas não menos importante. 
Os elementos da natureza se ligam aos elementais. Como assim? Já falei lá em cima mas vou detalhar mais aqui.
 
→Elementais do fogo: Salamandras e trazem ação, poder e força. Podem ser encontrados em terras vulcânicas e desertos;
→Elementais das águas: Ondinas ou Sereias, que vivem nos mares e oceanos, trazendo a purificação e equilíbrio aos nossos sentimentos, já que o elemento água trabalha as nossas emoções. Podem ser encontrados em geadas, granizo, chuva;
→ Elementais do ar são os Silfos ou Sílfides, e são gigantes do ar, atuando na nossa mente e criatividade. Podem ser encontrados no nevoeiro, na neblina, na garoa, orvalho e vales. Adoram sino dos ventos;
→ Elementais da terra são os Gnomos e Duendes, que trabalham diretamente com o nosso plano físico, ajudando na prosperidade, fartura e abundância. Podem ser encontrados em desertos, brumas finas, zonas áridas, solos férteis, árvores e plantas.

Okay, entendi a parte histórica, entendi o que cada um rege mas.... como posso me conectar com cada um?  Como posso perceber que os Elementais estão por perto?
Bom, no livro Magia Elemental, o autor traz alguns sinais. Não irei dizer todos porque quero que você leia o livro, há informações bastante relevantes, mas trago algumas:
→ Crise de risos e gargalhadas inesperadas;
→ Farfalhas das folhas de árvores e moitas;
→ Redemoinhos de ventos (ó o Saci galera haha);
→ Arrepios nas florestas;
→ Movimentação na superfície da água;
→ Sombras visto de canto dos olhos (pode ser tanto fadas quanto gnomos ou silfos hihi);
→ Sentir um aroma doce ou floral;
→ Colocar algo no lugar e sumir ou aparecer em outro canto;
→ Ficar hipnotizada ao olhar o mar ou árvores;
→ Sonhar com florestas, mares ou com gnomos, fadas, unicórnios, sereias, sonhos bem lúdicos.


Mais uma dúvida: Por que preciso dos elementais na minha vida? 
Bem, como eu disse anteriormente, eles estão dentro de nós em forma de músculos, ossos e sangue. Quando algo em nosso corpo se desequilibra, seja por doenças ou espiritualmente, quer dizer que um elemento está em falta no nosso corpo. São eles que nos ajuda a equilibrar que fazer com que a vida flua da maneira mais suave possível. Por exemplo, uma pessoa do signo de câncer é muito emotiva por esse signo ser regido pela Água, ou então, uma moça que está muito sensível ultimamente pode estar em desequilíbrio com os outros elementos, estando mais inclinada para o elemento água que, como eu disse anteriormente, rege as emoções. Tá bom, mas o que eu faço para reestabelecer o equilíbrio? Simples: entre em contato com esse elementos e elementais. Hmmm.. mas como? A depender de qual elemento você precisa evocar que sente que está lhe fazendo falta - pelo exemplo da moça emotiva, uma pessoa sensível pode estar em falta do elemento terra (força e solidez), do ar (raciocínio, equilíbrio da mente) ou do fogo (ação e energia) - você pode entrar em contato através da praia (elemento água, elemental ondina ou sereia); indo em parques ecológicos ou mexendo com a terra e plantas; tocando instrumentos musicais, meditando ou fazendo alguma atividade que necessite foco e concentração, para o elemento ar e acendendo velas ou comendo comidas apimentadas, para o elemento fogo. 
Como vou saber se estou precisando de um ou outro elemento, ou ainda, que estou em desequilíbrio?

Alguns exemplos de desequilíbrios:
  • Muito Fogo e pouca Água → impulsividade e dificuldade em lidar com sentimentos.
  • Muita Água e pouco Fogo → sensibilidade intensa, mas falta de iniciativa.
  • Muito Ar e pouca Terra → mente ativa, mas dificuldade em realizar e materializar.
  • Muita Terra e pouco ar → pessoa prática, mas com dificuldade de flexibilidade e comunicação.
Também, você pode olhar no seu mapa astral quais elementos mais se destacam e quais não aparecem muito. Daí, você consegue identificar quais elementos você precisa equilibrar em sua vida. Eu por exemplo, preciso de mais fogo e terra, então eu busco realizar atividades que tenham correspondência à estes elementos.  Mais abaixo irei dizer sobre como se equilibrar com cada elemento. Fica aí.

 É obrigatório manter contato com esses seres? Definitivamente não. Você pode praticar magia natural sem ter qualquer contato com os elementais, porém com os Elementos, não. Lembrando QUE: Elementais  ≠ Elementos da natureza. O elemento são aqueles encontrados na Natureza: Água, Fogo, Ar e Terra, enquanto que Elementais são os seres presentes e regentes em cada elemento. Deu para entender? Não é necessário ou obrigatório manter contato com os seres... eu mesma só tive contato com os Gnomos uma vez e quando vou a praia converso com as ondinas, mas nada formal.  Agora, manter contato com os elementos da natureza é a base da magia natural. É com eles que você irá fazer seus feitiços, seus banhos magickos, fazer divinação, cuidar da intuição. Manter contato com os elementais é um compromisso sério, tanto que algumas bruxas mantêm uma devoção aos elementais, fazendo oferendas diárias ou semanais, possuem um altar só para eles, porém, há quem também gosta de manter contato com estes seres, sem devoção, que fazem oferendas e mantém um altar. Vai da sua escolha ser devoto ou apenas manter contato regularmente. Lembre-se que na bruxaria você não é obrigada a nada.


Para saber como conectar com eles, precisamos primeiro conhecer suas correspondências. Vamos lá?

Elemento Terra, os Gnomos e Duendes

A Terra é um elemento que está presente em tudo. Sem ele, não teríamos onde morar, plantar nossos alimentos e dos animais, nossa sustentação para viver e é nela que pisamos. Este elemento trata de abundância, fertilidade, riqueza, prosperidade, cura, materialização, nutrição, estabilidade, paciência, saúde, finanças, alimentos, aterramento, animais, equilíbrio e sabedoria.
É a grama, as árvores, as plantas, as pedras e rochas, montanhas, cavernas e o chão. O nosso corpo, nossos ossos, força física e a perseverança também podem ser considerados características e representações da Terra.  A Terra é a grande mãe, o ventre que acolhe e dá forma a tudo. Ela nos ensina sobre raízes, estabilidade e paciência; nada floresce tem o tempo de maturação. É o elemento que nos lembra da importância de estar presente no corpo, de cuidar da saúde e de valorizar o que é concreto e palpável. 
Este elemento representa o aqui e o agora, o pragmatismo, a praticidade e os limites saudáveis. É o elemento dos sentidos, da realidade concreta e da certeza. Quem trabalha com este elemento certamente busca enraizamento, abundância material e segurança.



Gnomos e Duende

Os elementais da terra pertencem aos bosques, às florestas, aos templos floridos e aos jardins e vivem entre as árvores, plantas e flores. Eles regem a magia dos cristais, das ervas, da fauna e da flora. Cuidam dos animais, trazendo equilíbrio e estabilidade por onde caminham. Estão ligados à energia de saúde, prosperidade, fertilidade, abundância, fartura e dinheiro, além de estarem interligados com a energia do alimento, da comida, de grãos, frutas e sementes. Irão te auxiliar em práticas de aterramento, centramento, equilíbrio e estabilidade.
Os elementais da terra regem artesões, trabalhos manuais e artesanato em geral. Quem tem o costume de cozinhar, cuidar do jardim, plantas e criar com as mãos, estão em contato direto com estes elementais e elemento da natureza.
Para se conectar com este elemento não é difícil, basta se conectar com seu próprio corpo porque como já disse, temos os quatro elementos dentro de nós. Deite sobre a grama, abrace uma árvore, coloque o pé na terra ou areia. A terra filtra, limpa e equilibra nossas energias. (pag. 63-64)
Já os cristais, trazem estabilidade, equilibro, relaxamento e purificação e recebem os quatro elementos, seja pela origem vulcânica, por receber o elemento água da chuva ou da água de mares além de serem moldados e tocados pelo vento. As ervas também recebem todos os quatro elementos, além de que cada erva possui regência de um elemento da natureza.
Os Gnomos são conhecidos por sua capacidade de atiçar a curiosidade das pessoas contando histórias de locais inexplorados, cheios de ouro. Possuem no máximo 1,34 de altura, com narizes grandes e arredondados, olhos grande e cabelos longos que chegam ao chão, além da pele cinza e cabemos violeta, azul, vermelho ou branco. São unidos mas muito atrapalhados. Eles são nômades e lapidadores, tendo feito a maioria das joias.  Amam salada de frutas, morango, cereja, groselha e amora silvestre.(pag.67) Para atraí-los, cuide do jardim e sempre ofereça maçãs. Nunca tente persegui-los, eles virão até você.
Os Duendes são da cultura latino-americana, ibérico e filipino. Eles são alegres, amam festas, crianças, danças e músicas. Vivem bem próximo de nós e essa aproximação é favorecida quando o humano está mais frágil e sensível. Adoram comer e fazer brincadeiras, como esconder objetos, então, se algo sumir, já sabe que foram eles. Quando confiam em nós, são fiéis e grandes protetores. São brincalhões e serelepes, diferente dos gnomos, que são um pouco mais sérios. Eles possuem orelhas pontudas e corpos compridos. Eles conseguem atravessar paredes, andar em alta velocidade e até se teletransportar. (pag.69-70)

Como vimos, o elemento Terra representa a estrutura, a disciplina, a constância e a estabilidade. Em equilíbrio, nos permite cultivar segurança, organização e a capacidade de concretizar sonhos de forma metódica e responsável. Ela rege nossa relação com o corpo, o trabalho, o dinheiro e o mundo físico.
Em excesso: Transforma a força em rigidez, a pessoa passa a ser ser extremamente resistente a mudanças, se torna teimosa, controladora e materialista. No corpo, altera o metabolismo, a digestão fica pesada, há fadiga crônica e rigidez muscular. Afasta a pessoa da leveza e da fé.
A falta: A pessoa vive de forma dispersa, sem foco, com dificuldade de colocar ideias em prática, sem raízes, fraqueza e instabilidade digestiva. Espiritualmente, há dificuldade em manter compromissos. Para equilibrar, é importante seguir rotinas, ter hábitos saudáveis, caminhar descalço pela terra, fazer jardinagem, conectar-se com o corpo com práticas como yoga, capoeira, karatê.


Correspondência do Elemento Terra

Direção: Norte.
Energia: Receptiva e feminina.
Estação: Outono
Chakra: Básico/ raiz. 
Fase da Vida: velhice.
Sentido: tato.
Corpo: físico.
Instrumentos musicais: Baterias, tambores e instrumentos de percursão.
Símbolos:  quadrado, casco, pentáculo.
Planetas: Vênus e Saturno.
Atraído por: cristais, rochas, montanhas e pedras.
Signos: Touro, Virgem e Capricórnio
Naipe: Ouros
Trabalho ritual: O corpo, crescimento, sustentação, praticidade, segurança, estabilidade, sensualidade, nutrição, paciência, ganho material, dinheiro, nascimento, morte, estruturas, força de vontade, empatia, sucesso, fertilidade e cura.
Formas de rituais: Enterrar, plantar, cozinhar, fazer imagens de argila ou areia, andar na natureza enquanto visualiza o que se deseja, magia de nós, criar altares com pedras e cristais, banhos de ervas, meditação de enraizamento (grounding).
Plantas: Patchouli, Vetiver, Musgo de carvalho, Cravo-da-índia, Erva-doce, Trigo, Abacate, Abóbora, Aveia, Caju, Noz moscada, Pimenta da jamaica, Pinheiro, Unha de gato e Sal.
Lugares: Abismos, campos cultivados, cavernas, cozinhas, florestas, bosques, jardins, minas, montanhas.
Cores: Branco, marrom, preto, verde, dourado, laranja e tons terrosos.
Natureza básica: Fértil, úmida e estável
Ferramentas do altar: Pentáculo, pentagrama, estátuas e imagens, pedras, cristais, plantas, sal.
Espíritos elementais: Gnomos, duendes, elfos, leprechaun, goblins e fadas da terra.
Guardião: Ghob.
Estrela: Fomalhaut
Hora do dia: Noite.
Incensos: Benjoim, musgo, estoraque, patchouli, sândalo, vetiver, palo santo.
Animais: Vaca, Touro, Búfalo, Veado, Cervo, Antílope, Formiga, Esquilo, Texugo, Urso e Lobo.
Números:  4 e 8.
Cristais e Pedras:  Pirita, Turmalina Negra e Verde, Esmeralda, Calcita verde, Hematita, Esmeralda, Quartzo verde, Madeira Petrificado, Jaspe Marrom, Malaquita, Quartzo Fumê e Granada.
Metais: Ferro e Chumbo.
Deusas: Pachamama, Ostara, Nu Kua, Mawu, Iaçá, Hekate, Gaia, Flora, Ártemis, Centeotl, Deméter.
Deuses: Adonis, Arawn, Homem Verde, Cernunnus, Dionísio, Pã, Exu, Ganesha, Geb, Obaluaê e Omolu, Ossain e Oxóssi.
Exemplos do que fazer para se equilibrar com a Terra: cultivar plantas, andar descalça na grama ou terra, trabalhar com cristais, cozinhar, comer frutas, legumes, vegetais e grãos.
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Elemento Fogo, as Salamandras e Dragões

Salamandra

Dragão

O fogo é a energia celestial, é o que flui pelo corpo e conserva todos os processos vitais. Ele é o elemento das transformações, da paixão e do desejo, da ação, transmutação e ímpeto, representa a nossa ancestralidade. Nos impulsiona, fornece inspiração, guia e fortalece o espírito. Apesar de um potente destruidor, também é capaz de criar. Com eles trabalhamos a espiritualidade, a evolução, a cura, a autoridade, a destruição, a purificação, energia, desejo, sexualidade, poder, força, coragem, ímpeto, transformação, força de vontade, etc. O fogo está no Sol, nas singelas e grandes fogueiras, nos vulcões e também nas estrelas, na chama de uma vela, na nossa vontade, na fé, no sexo e no nosso coração.
Esse elemento é a luz da vida e ele que ajuda no preparo dos nossos alimentos, é ele que nos aquece. A chama possui a conexão entre os planos físico e espiritual.
Já os Elementais do Fogo possuem uma energia ardente, movimentada e agitada, além de serem impulsivos e indomáveis. Podem destruir tudo, seja positivo ou negativo, pois não têm a noção de certo ou errado, sua função é purificar tudo o que está ao redor. Trabalhe com este elemento/ elemental de forma segura.
As Salamandras são o próprio fogo no caldeirão, chama da vela e numa fogueira. Tem a aparência de serpentes dançando junto ao fogo, possuem grandes caudas de dragões e temperamento poderoso e forte. Podem ser vistas em pequenas bolas de fogo que dançam sobre as casas e campos durante as tempestades. No corpo, representam o coração e o calor do espírito, a vontade de viver, de dançar e celebrar. Trabalhar com este elemental te trará mais alegria e fôlego de vida.
Já os Dragões, regem também os quatro elementos da natureza. Suas energias estão relacionadas às suas escamas, que geram seus atributos e dividem-se por tipos:
→ Vermelhos: do fogo, da chama e das lavas;
→ Azuis: dos oceanos, das águas e dos mares;
→ Verdes: regem as florestas, os bosques e a natureza;
→ Brancos: regem a energia da luz, gerando proteção e purificação;
→ Negros: regem as trevas, a escuridão e as sombras;
→ Roxos: regem a energia espiritual, mediunidade e intuição;
→ Dourados: conectam-se com a energia solar;
→ Prateados: conectam-se com a energia lunar;
→ Cor de arco-íris: conecta-se com todas as cores, surgem com uma escama furta-cor e relacionam-se a todos os elementos.

Como já vimos, o fogo é o impulso vital, a paixão, a ação e a transformação. Quando equilibrado, ele traz energia, determinação, autoestima elevada e alegria. Porém, quando está em excesso, pode levar à impulsividade, agressividade, raiva, intolerância, hiperatividade e esgotamento. O corpo sofre com vários sintomas físicos como febres, inflamações, calor excessivo e distúrbios digestivos. A mente fica apressada, com decisões impulsivas. Espiritualmente, há perda de sentido, dificuldade de parar e se conectar com a alma. A falta de fogo traz apatia, falta de motivação, baixa energia, desânimo, sensação de frio constante, metabolismo lento e uma vida sem brilho. A pessoa fica desanimada, sem impulso para agir ou realizar os sonhos. Espiritualmente, há falta de propósito, pouca inspiração e distanciamento da própria chama interior. Para restaurar o fogo, é preciso buscar desafios, reacender a a paixão pela vida, praticar exercícios físicos (que faz bem para a saúde mental também), investir em atividades criativas, estimulantes e manuais, cultivar a coragem e reconectar-se com o que dá entusiasmo. 

Correspondências do Elemento Fogo

Direção: Sul
Energia: Projetiva e masculina
Signos: Áries, Leão e Sagitário.
Naipe: Paus
Chakra: Plexo solar.
Corpo: espiritual.
Fase da Vida: Juventude.
Sentido: visão.
Instrumentos musicais: guitarras, sintetizadores, músicas eletrônicas e bpm alto, agitadas.
Símbolos: relâmpagos, vulcão, arco-íris, sol, estrela e lava.
Planetas: Sol e Marte 
Atraído por: velas, lamparinas e fogo.
Trabalho Ritualístico: Energia, espírito, vontade, cura, destruição, purificação, liberdade, percepção, visão interior, iluminação, aprendizagem, amor, sexualidade, autoridade, criatividade, lealdade, força, transformação, proteção, coragem, sucesso e fé.
Formas de rituais: Queimar, dançar, acender uma velam passear num dia de sol, passar algo na fumaça ou derreter um objeto, acender ou pular pequenas fogueiras.
Plantas:  Abacaxi, Açafrão verdadeiro, Acerola, Alecrim, Alfavaca, Alho, Arruda, Cacau, Café, Carambola, Cebola, Cidra (Yuzu), Coentro, Colorau (urucum), Cominho, Cravo, Erva-doce, Mate, Figo, Funcho, Girassol, Gengibre, Guiné, Hibisco, Laranja, Louro, Manga, Manjericão, Milho, Mostarda, Pimentas no geral, Quebra-demanda, Romã, Serralha e Tabaco.
Lugares: Desertos, fontes termais, vulcões, lareira, quarto e sauna.
Cores: Vermelho, laranja e dourado.
Natureza Básica: Purificante, Movimento, destruidor, limpador energético, energia sexual, forte, confiança, inspiração, paixão, espiritualidade, autoridade e vitalidade.
Ferramentas no altar: Bastão ou Athame, Vela e Turíbulo
Elementais: Salamandras, Fadas do Fogo, Dragão e Fênix;
Guardião: Djinn
Estrela: Regulus
Incensos: Olíbano, Alecrim, Canela, Cravo, Junípero, Pimenta e incensos de aromas quentes.
Animais: Leões, Cavalos, Cobras, Grilos, Louva-deus, Besouros, Abelhas, Centopeias, Escorpiões, Fênix, Coiotes e Raposas.
Cristais: Opala de fogo, Jaspe, Pedras Vulcânicas, Rubi, Rodoerosita, Ágata de Fogo, Granada, Âmbar, Cornalina, Olho de Tigre, Pedra do Sol, Citrino, Enxofre e Granada.
Metais: Ouro e latão.
Deusas: Héstia, Brigit, Pele, Vesta, Kalim Sekhmet, Chantico e Gabija.
Deuses: Agni, Hefestosm Hórus, Vulcano, Apolo, Rá, Prometeu, Surt, Belenus, Huehueteotl, Kagutsuchi, Atar e Tupã.
Símbolo: Triângulo dentro de um círculo
Exemplos do que fazer para se equilibrar com o fogo: Fazer exercícios, cozinhar, acender uma fogueira para rituais, acender velas, dançar, yoga, banho de sol.
Números: 1, 5 e 9.
Hora do dia: Meio-dia
Estação: Verão.
Chakras: Umbilical e plexo solar.
Lua: Cheia
Representação: Sol, fogueira, raio, vulcão, vela, dragão, fenix.
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Elemento Água, Sereias e Ondinas



Nosso corpo e nosso planeta em sua maior parte estão compostos por água. É de extrema importância e bastante benéfica para nós e apesar de parecer inofensiva, também pode causar destruições como tsunamis. Este elemento une aos reinos astrais, nos dá capacidade de sentir, reflete nossa alma, é o símbolo que representa perfeitamente o nosso subconsciente, justamente por ele estar em constante movimento, assim como as águas do mar. 
Com este elemento podemos trabalhar a intuição, o inconsciente, a cura, a fertilidade, comunicação com o mundo espiritual, realizar purificações, sensitividade, aguçando a clarividência e despertando amor-próprio. 
É no elemento água que buscamos o equilíbrio das emoções, para limpar e purificar o que não serve mais. É capaz de nos fazer acessar mundos e planos dimensionais. Para trabalhar com este elemento, basta se conectar através de um banho por exemplo, visualizando as energias negativas saindo de você e novas energias numa cor azul enchendo o seu ser.
Os elementais da água vivem em mares, lagos e lagoas, riachos e cachoeiras. As águas regem o nosso campo emocional, lidando diretamente com nossos sentimentos e coração. 
Ondinas: são uma das categorias elementais que Paracelso chamou de nymphae. As deidades desse elemento são vistas como as damas da água ou mães do mar, principalmente porque o elemento água tem conexão com a energia feminina.
As ondinas são elementais femininas com silhuetas de mulher, por isso um dos seres elementais da água são as sereias. São belas e vaidosas e não possuem barbatanas, como as sereias, elas são as próprias ondas do mar. Elas são perceptíveis na rebentação da água. Atuam no equilíbrio das emoções e de modo direto na conexão com nosso coração, purificando, limpando e despertando sensitividade e intuição.
Sereias: São descritas como lindas mulheres com cabeça e torço humanos e calda de peixe. Na mitologia grega, eram monstros com corpo de pássaro e cabeça humana, chamadas de sirenas. Elas habitam as profundezas dos mares e oceanos, protegem os corais, as criaturas aquáticas e os tesouros marinhos. Há lendas que afirmam que elas podem provocar e acalmar tempestades e que elas são vistas como grandes monstros marinhos (pag.40-42).
Há outros elementais como Tritões, Melusina, Nixes e Sirenas, além de elementais do gelo, como Ymir.

Correspondências da Água
Direção: Oeste
Hora do dia: Pôr do sol
Estação: Inverno
Signos: Peixes, Câncer e Escorpião.
Fases da vida: maturidade.
Corpo: emocional
Sentido: paladar.
Instrumentos musicais: violino, violão e outros instrumentos de corda, piano.
Símbolos: oceanos, lagos, rios, poços, fontes, chuva, neblina, conchas e claro, água.
Planetas: Netuno, Plutão e lua.
Atraído por: vasos, cálices, jarros d'água.
Chakra: Umbilical/ secundário.
Matéria: Líquida.
Naipe: Copas
Trabalho ritualístico: Emoções, sentimentos, ternura, intuição, a morte inconsciente, o ventre, geração, fertilidade, cura, comunicação com o mundo espiritual, purificação, amizade, felicidade, sonhos e reflexão.
Formas de rituais: Diluir, colocar na água, lavar, banhar, dançar fluidamente, ir  em rios, lagos ou praia, borrifar spray energético em si ou na casa, meditação com taça de água, chorar, scrying.
Lugares: Lagos, rios, fontes, poços, praias, banheiras, piscinas, chuveiros, spas, oceano e marés.
Cores: Azul, verde água, azul esverdeado, cinza, índigo, roxo e branco.
Natureza básica: Purificante, fluente, curadora, suave, amorosa, movimento.
Ervas e Alimentos: Ameixa, Amora, Baunilha, Calêndula, Camomila, Cardamomo, Cavalinha, Cereja, Clitória, Coco, Damasco, Erva cidreira/ Meissa, Framboesa, Goiaba, Jasmim, Jabuticaba, Lichia, Maçã, Macela, Mamão, Maracujá, Melancia, Melão, Morango, Pêssego, Picão Preto, Pitanga, Rosas, Samambaia, Sapoti, Tamarindo, Tomilho, Uva, Valeriana e Verbena, Açúcar e Melado de cana.
Ferramentas do altar: Cálice, caldeirão, espelho e conchas. Alfazema, Camomila, Artemísia, Mirra, Maçã, Rosa, Cedro, Raízes, Grãos, Pinheiro, Hera, Carvalho.
Espíritos elementais: Sereias, Ondinas, Ninfas, Fadas dos lagos, Tritões, Melusina, Nixes e Sirenas.
Estrela: Antares
Número: 2 e 6.
Estação: Inverno.
Alguns incensos: Limão, melancia, lótus, algas marinhas.
Animais: Serpentes, golfinhos, focas, todos os peixes, mamíferos marinhos e criaturas marinhas, gato, sapo, tartaruga, lontra, ostra, cisne, caranguejo, urso.
Pedras e Cristais: Ágata Marinha, Ametista, Turmalina azul, Pérola, Coral, Topázio azul, Fluorita Azul, Lápis-lazúli, Sodalita, Criscola, Pedra da Lua.
Atributos: Intuição, Emoção, Sensibilidade, Interiorização, Tranquilidade.
Metais: Mercúrio e Prata.
Deusas: Afrodite, Aset, Tiamat, Yemanja, Arianrhod, Anuquis, Cerridwen, Cymopoleia, Ehuang, Nanã, Oxum e Vênus
Deuses: Dylan, Osíris, Hapy, Netuno, Poseidon, Nun, Tlaloc e Kanaloa
Exemplo do que fazer para se equilibrar com a Água: Nadar, plantar ervas e plantas aquáticas, ter um aquário, mergulhar, andar na beira da praia, entrar em lagos e lagoas, ter uma fonte de água na porta de entrada, ter empatia, ser solidária, ouvir músicas, ler romances ou poesias, chorar de felicidade ou emoção.

Como vimos, o elemento água é a energia da emoção, da intuição e da fluidez. Ele nos permite sentir profundamente, nos conectar com o inconsciente, viver com empatia e nos integrar ao mistério da vida. 
Quando em equilíbrio: proporciona sensibilidade, intuição aguçada e expressão emocional saudável. Em excesso: a sensibilidade se torna avassaladora, os limites emocionais se perdem e a pessoa absorve em demasiada as energias do ambiente e das outras pessoas. Emocionalmente pode haver melancolia constante, tendência ao isolamento e confusão sobre o que é sentimento próprio e o que é do outro, já espiritualmente, a pessoa pode se perder nos devaneios e se desconectar da realidade.
A falta de água traz frieza emocional, dificuldade em expressar sentimentos, desconexão com a intuição e baixa empatia. O corpo apresenta sinais como pele seca, desidratação, dores articulares e problemas renais. A mente se torna pragmática, excessivamente racional, e há dificuldade em acolher as emoções dos outros ou mergulhar em sua própria profundidade emocional.
Para equilibrar a água: beber mais água, praticar atividades artísticas, meditar com visualizações de rios ou oceanos e permitir a expressão emocional de forma livre e criativa.
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Elemento Ar, Silfos e Fadas



Com suas correntes o Ar leva consigo sementes, pólen, ajudando a natureza a aumentar seu território. Parece um elemento fraco, pois em nossa mente automaticamente vem a brisa, e esquecemos que apesar do ar nos dar a vida, também pode tirar através de fortes ventanias e enormes tufões. O domínio do ar é através do intelecto, pensamento, que fluem como o ar e é o movimento, transmissor de informações sejam elas faladas, escritas ou como for.  Este elemento rege a espiritualidade e ao realizarmos feitiços e rituais para obtenção de conhecimento, instrução, liberdade, viagens e até telepatia. O ar está em todo o lugar, na nossa respiração, na brisa, nos fortes ventos e ventanias, é o que preenche o vazio. 

O reino desse elemento surge ao leste e conecta a mente, pensamento e criatividade. É esse elemento que traz a inspiração divina. Ele rege: A mente, o foco, o direcionamento, a sabedoria, os estudos, o conhecimento, a lógica, a adivinhação, viagens e memórias. Está diretamente conectado à mente e aos sentidos, melhora a memória, aguça a inteligência e o foco. Lembre-se que o Ar é o intelecto, então tudo relacionado a estudos, trabalho, esforço da mente é regido por este elemento.
A forma mais simples de se conectar é sentir a brisa do vento. Ele leva e traz energias, envia mensagens pelos ventos e de encerrar e levar para bem longe tudo o que não serve mais. É a energia desse elemento que centra pensamentos, que estimula a criatividade para escrever, que mantém as pessoas calmas e criativas. O reino do ar é regido por todos os elementais ligados aos ventos, como o silfos, sílfides, fadas, pixies, pégaso, grifos, caipora e todas as criaturas mágicas aladas. 
Silfos e Silfides: são muitas vezes representados como humanoides com formato de nuvens ou fumaça. Eles vivem nas nuvens e no topo das montanhas. Trazem inspiração a poetas e artistas. Geralmente têm uma energia sutil, tranquila e delicada. Quando agressivos e furiosos, assumem formatos de furacão, ciclones e tornados.

São mensageiros que levam e trazem informações do universo até nós, por isso é recomendado trabalhar a energia deles ao estudar, ler, escrever ou quando precisa de uma inspiração para criar algo.
Eles varrem, limpam e purificam espaços com sopro e ventania. Caso queira trabalhar para limpar a energia da casa, peça a eles para purificar o ambiente ou local desejado.
Fadas: Alguns dizem que elas podem atuar no futuro das pessoas, realizando desejos. Aparecem com asas de borboletas, de pássaros ou libélulas. Algumas lendas contam que são traiçoeiras e perigosas, controlando a mente dos humanos e causando ilusões e pregando peças. Atualmente, o trabalho com as fadas é um pouco diferente de antigamente, hoje em dia trabalha-se a criança interior, operando na bondade e gentileza deles. São delicadas e sensíveis e podem ser convidadas para auxiliar nas práticas de magia trazendo pureza e harmonia.  Para trabalhar com estes elementais, basta utilizar velas de tons claros, como rosa, branco, verde-claro, azul-claro e amarelo,  e flores, além de dançar com a brisa dos ventos. Elas são amantes das músicas clássicas, alegres e de instrumentos de sopro, como a flauta e a gaita.
 Para se conectar à energia das fadas, acenda um incenso de flores. Ou então, vá para a janela conversar com elas e sussurre por elas. Também é possível oferecer flores ou pétalas, já que em seus mitos e lendas, dizem que se alimentam de flores. Utilize velas coloridas para uma conexão em elas e caso esteja com dificuldade nos estudos, acenda uma vela azul claro e peça por força e foco.
Conhece o anel de fada? Não? Pois bem, elas são círculos de cogumelos, flores ou pedras encontrados no meio de floresta ou bosque e é por meio desses círculos que elas conseguem viajar pelos mundos. Então muito cuidado ao encontrá-los. Muitas vezes, os portais podem aparecer como buracos em árvores, círculos de cogumelos, guirlandas de flores, clareiras em florestas ou criando portas em miniaturas para representar a energia dos portais. 
Tenha uma representação em sua casa e consagre-a passando pela energia dos quatro elementos da natureza e pedir aos elementais que tragam boas energias ao seu dia. (pag.45-54)

Correspondências do elemento Ar



Direção: Leste
Energia: Projetiva e masculina
Signos: Aquário, Gêmeos e Libra.
Naipe: Espadas.
Trabalho ritualístico: Todo e qualquer trabalho mental, intuitivo e psíquico, o conhecimento, o vento e a respiração, inspiração, harmonia, viagem, liberdade, revelar a verdade, telepatia, memória e iluminação.
Hora do dia: Nascer do Sol
Estação: Primavera
Números: 3 e 7.
Corpo: mente, clarividência, sabedoria, conhecimento, lógica, ventos, consciência, adivinhação, trabalhos psíquicos, intuição e memória.
Formas de rituais: sacudir objetos no ar ou pendurá-los ao vento, suspender ferramentas ao alto, soprar objetos leves enquanto visualiza energia positivas, deixar que o vento carregue folhas, flores ou ervas, dançar.
Chakra: cardíaco
Lugares: Topos de montanhas e colinas, céu nublado, praia onde se venta muito, mirantes, torres altas, aeroportos, bibliotecas, agência de viagem.
Representação: Nuvens, vento, incenso, pena, leque, moinho de vento, dente-de-leão.
Cores: Azul, branco, azul-claro e amarelo.
Natureza básica: Suave, movimento, gélido, purificante.
Elementais: Silfos, Zéfiros e fadas que habitam o mundo das árvores, flores, ventos, brisas e montanhas.
Guardião: Paralda
Estrela: Aldebaran
Incensos: Olíbano, mirra, alecrim, violeta, verbena, violeta, alfazema, sálvia branca, eucalipto, capim limão.
Plantas e Ervas: Açafrão da Terra, Angico, Alfazema ou Lavanda Inglesa, Anis estrelado, Artemísia, Arroz, Bambu, Banana, Barba de velho, Boldo do Chile, Boldo de Jardim, Capim cidreira/ Capim Limão, Carqueja, Chá verde,  Dente de leão, Eucalipto, Hortelã/ Menta, Lavanda Comum ou Francesa, Levante, Manjerona, Orégano, Oliveira, Poejo, Salsa ou salsinha, Tâmara, Taioba, Tangerina/ Mexerica/ Bergamota e Mel.
Fase da vida: infância.
Sentido: Olfato e audição.
Instrumentos musicais: flautas, gaita e outros instrumentos de sopro.
Símbolo: céu, vento, brisa, nuvens, respiração, vibração, plantas, ervas, flores e árvores.
Planetas: Mercúrio, Júpiter e Urano.
Atraído por: instrumentos musicais, incensos.
Animais: Pássaros especialmente água e falcão, insetos e aranhas.
Pedras e Cristais: Quartzo transparente, fluorita, ametista, celestita, sodalita, lapis-lazúli, topázio, cristal, selenita, fluorita, pedra pomes, fumê.
Metais: Cobre.
Deusas: Aine,  Arianrhod, Feng Po Po, Frigga, Hera, Íris, Lilith, Nice e Nut.
Deuses: Anu, Bóreas, Brahma, Feng Bo, Hermes, Mercúrio, Heru, Indra/ Svargapati, Odin, Oxalá, Quetzalcoatl, Kukulkán, Thoth, Zeus.
Exemplos do que fazer para se equilibrar com o Ar: Fechar os olhos e sentir a brisa em seu rosto, acender incenso e andar com ele pela casa, ler, desenhar, questionar, meditar.

Como vimos, o elemento ar governa o pensamento, a comunicação, a criatividade e a expansão intelectual, nos auxiliando a trocar ideias e a pensar com clareza, também respirar fundo. Em equilíbrio, traz leveza, fluidez mental e expressão verbal inspiradora. Em excesso, surge a dispersão, a inquietação, o excesso de pensamento e a dificuldade em se concentrar. A mente fica hiperativa, a respiração superficial, o sono agitado e a ansiedade aumenta, além de dificuldade em concretizar os planos. Emocionalmente, pode haver desapego e distanciamento, uma tendência a racionalizar tudo e se afastar da própria sensibilidade. Espiritualmente, há desconexão do corpo e dificuldades em pôr em prática os aprendizados. A falta de ar traz rigidez mental, resistência a novas ideias, dificuldade de comunicação, pensamentos densos e pouca criatividade. Além de uma sensação de sufocamento, cansaço e respiração limitada. Para equilibrar o ar, é necessário buscar novas perspectivas, estudar, respirar conscientemente, praticar escrita, debates ou conversas significativas, usar incensos e aromaterapia, permitindo mais leveza no dia a dia.


Algo interessante a ser acrescentado aqui são os Elementais das Sombras. Eles são seres que habitam o plano sutil ligado à escuridão, não no sentido d maldades ou dualidades como o bem e o mal, eles assumem uma energia neutra. Têm esse nome por serem encontrados na penumbra e na noite escura, em casas, locais abandonados, igrejas ou portas de cemitérios, até em florestas escuras e bosques. Não gostam de locais barulhentos e possuem uma silhueta humana, estando diretamente ligados aos deuses e deusas das trevas. Não fazem parte de nenhum dos reinos elementais. Representam o lado oculto da natureza e da alma, onde residem os segredos, medos e potenciais ainda não revelados.
Até que possuem uma função na espiritualidade, como ajudar na transmutação de emoções densas, na cura de traumas ou na integração do ''lado sombra''.  (pag.81)

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Por último, mas não menos importante: o Éter. Ele não faz parte dos quatro elementos, por ser o espírito, mas trarei aqui por questão de conhecimento, para caso você ouvir ou ler sobre o éter, já saber sobre o que se trata. Vamos lá?

O éter é o elemento primordial, é a quintessência e muitos acreditam ser o "material" que forma nosso espírito e alma.
Afirma-se que ele é o meio de propagação da luz, e o que dá vida a toda a natureza e seus seres. É pelo éter que os elementais são formados e ele que nos conecta e fornece o equilíbrio. Ele preenche todo o universo, a essência espiritual, é o incriado, o indivisível. Estamos sempre em contato com este elemento e é a base de todos os outros elementos. Pode ser considerado o ''todo''. Quando meditamos e conhecemos o nosso Eu interior, nos conectamos e emanamos alguma energia a alguém ou ao mundo e quando transformamos a tristeza em um sorriso, utilizamos o éter.



Correspondências do Elemento Éter
Direção: Centro.
Energia: Universal.
Estação: Todas e nenhuma ao mesmo tempo.
Tempo: Atemporal.
Chakra: Coronário.
Trabalho ritualístico: Transformar, transmutar, dar a vida, imanar, transcender, mudar, o vazio.
Formas ritualísticas:  Meditar, conectar-se ao Eu superior e interior, conversar com divindades, entidades e guias, interiorizar-se e exteriorizar-se. 
Lugares: O Universo.
Corpo: espiritual, aura, corpo causal.
Fase da vida: Velhice.
Sentido: Sexto sentido.
Instrumentos musicais: Sinos, sinetas, tambores xamânicos, harpa e flauta, mantras e cantos.
Símbolos: Pentagrama, Círculo, Espirais.
Planetas: Urano, Netuno e Plutão.
Atraído por: Instrumentos musicais, incensos sutis, objetos sagrados, espaços consagrados, luz e fogo ritualístico.
Cores: Roxo, Preto, Branco e Violeta.
Natureza básica: Tênue, fino, leve, luminoso, o sopro divino da vida.
Ferramentas no altar: Caldeirão, imagens de divindades ou guias espirituais.
Espírito: Todos os seres contém éter.
Guardião: Todos os seres guardam o éter.
Incensos: Olíbano, Mirra, Sândalo, Benjoim, Lavanda, Jasmim.
Animais: Todos.
Pedras e Cristais: Ametista, Selenita, Angelit, Quartzo transparente, Lapis lazúli, Celestita, Selenita, Apofilita, Diamante, Ônix, Obsidiana, Opalo, Meteorito, Fluorita púrpura Lepidolita e Ajoite.
Metais: Alumínio.
Deuses e Deusas: Hekate, Lilith, Aset, Sophia, Hel, Lucifer, Djehuty (Thoth), Enki, Shiva e Pan.
Plantas e Ervas: Mandrágora, Acônito, Datura, Belladona, Incenso, Sálvia Branco, Jasmim, Artemísia, Verbena, Acácia e Mirra.
Como se conectar: Meditar em silêncio, praticar atenção plena, observar as estrelas ou o ciclo noturno, trabalhar com sonhos lúcidos, praticar a visualização criativa, escutar música que eleva a consciência, como mantras e frequências, ritualizar o silêncio e o vazio, chamar o seu Eu superior, guias e ancestrais, observar padrões sincronizados e acender velas brancas ou roxa/violeta. 
Tipos de rituais: invocação de entidades, expansão da consciência, visão interna, canalização, entrar em gnose e manifestação.
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 É isto por hoje.
Até breve.
Maya

Referências
Grimórios pessoais
Curso Banho de Ervas- Tempero de Bruxa

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